4 de out de 2010

Gerenciando jovens – o que podemos aprender com os games

Por Sarah Newton

Recentemente, li um post a respeito da influência dos jogos na vida dos jovens, que me fez pensar sobre como podemos gerenciar melhor a geração Y por meio dos conceitos que os videogames nos ensinam.

Ainda que, pela minha experiência, eu não esteja certa de que a geração Y se importe tanto em ganhar pontos (ao contrário do que é dito no artigo), aparentemente penso que os chefes podem aprender a gerir esses jovens usando informações do mundo dos games.
Mas isso certamente se aplica aos garotos, para as meninas é necessário entender o jogo como um fenômeno social, que é bastante diferente.

Para mim, o que os atrai nos jogos não é necessariamente ganhar pontos, mas sim obter reconhecimento para seguir em frente. No atual mundo moderno, já se sabe que os jovens funcionários precisam de um sentido para realizar suas tarefas; a maioria quer feedback e recompensas para continuar caminhando, e eles querem se sentir excitados com o trabalho.
Portanto, do meu ponto de vista, isso vai além do que meramente ganhar pontos, tem a ver com a sensação de estar vivo!

Então, se você gerencia diversos jovens, eis aqui o que acredito que seja possível aprender com o uso que eles fazem dos videogames.

1) Feedback instantâneo – os jogos oferecem feedback instantâneo; se fizer algo errado, você morre! Se fizer algo certo, sobe o nível, avança no jogo, etc. Os funcionários jovens desejam esse tipo de resposta no momento da ação e não uma conversa que ocorre no máximo uma vez por mês, do tipo: “Sente-se aí, como você está?”.
Assegure-se de que os gerentes da sua empresa sabem direcionar o olhar para essa geração, criticando ou elogiando no mesmo instante em que a tarefa é realizada.

2) Em um game, os jogadores sabem qual é o objetivo, o que eles precisam alcançar e, quando eles chegam lá, já visam outra tarefa ou meta.
Esteja certo de que os objetivos que você oferece aos jovens sejam claros, concisos, de curto prazo, possíveis de se alcançar e, se você puder linkar pequenas recompensas a eles, melhor ainda.

3) Eu sei que todos nós temos a imagem do jogo como algo individual, em que as pessoas competem umas com as outras ou consigo mesmas, mas isso simplesmente não se aplica mais. Os jogos são um fenômeno social, e alcançar um objetivo em equipe ou ser recompensado por ajudar alguém já faz parte do senso comum.
De que maneira você pode encorajar a colaboração ao invés da competição em seu ambiente de trabalho, e como você pode recompensar os funcionários que são úteis e prestativos com os demais?

4) Grande parte dos jogos possui prêmios de recompensa. Por exemplo, no popular Farmville, quanto mais você ganha pontos e avança nos níveis, mais opções se abrem, como coisas que você pode comprar ou o quão grande a sua fazenda consegue se tornar.
De que forma você pode fazer algo parecido com esses níveis em sua empresa, abrindo mais privilégios conforme os funcionários avançam?

5) Acima de tudo, veja como você pode trazer um pouco de divertimento para o ambiente de trabalho. Isso não significa que o expediente deve ser interrompido, mas a melhor forma de obter o máximo de seus jovens funcionários e fazer com que as tarefas sejam divertidas e excitantes.

A Innocent faz isso em grande estilo na Inglaterra e, portanto, é vista como uma empresa inspiradora para se trabalhar, pois faz com que os funcionários brinquem e se divirtam.
Ainda que isso possa não ser apropriado para a sua empresa, tenho certeza de que há algum jeito de usar seu espírito jovem para aprimorar o cotidiano de trabalho, fazendo com que todos se sintam mais felizes.
Fonte: Foco em Gerações

Nenhum comentário:

Postar um comentário