26 de mar de 2013

“Não é você, sou eu”: a importância do feedback no Employer Branding


Uma das principais queixas dos candidatos é sobre (a falta de) feedback pós-entrevista ou candidatura. Quem nunca, pelo menos uma vez na vida, já passou por uma entrevista/candidatura e não teve mais novidades? E, se teve, recebeu um feedback pouco claro, ao melhor estilo “não é você, sou eu”.

créditos UOL
O grande problema de acontecer isso atualmente é que, com as redes sociais, as pessoas ganharam seu próprio palco para falar o que bem entenderem. É como se cada pessoa tivesse se transformado em um canal de mídia. Veja, cá estou transmitindo a minha opinião sobre certo assunto para você, leitor desse blog.

Então, o que as empresas precisam perceber é que na era do Employer Branding (conceitos de fortalecimento de marca aplicados no contexto de Recrutamento e Seleção), ninguém é dispensável. Toda pessoa é um potencial candidato ou possível evangelizador da marca, como bem disse Matthew Jeffery, um famoso executivo de RH, durante uma de suas entrevistas.

Mesmo não conseguindo passar na entrevista ou não tendo o perfil adequado para a empresa, aquela pessoa não pode perder a ideia de que a sua organização é um lugar muito bacana para se trabalhar, espalhar isso para os outros e esses outros espalharem para suas redes, respectivamente.

Isso se deve também à evolução natural do mundo. Se pensarmos como consumidores, antigamente tínhamos apenas produto X para comprar, depois surgiu o produto Y, e hoje temos tantas opções que tudo anda muito substituível. O mesmo acontece com as empresas, uma vez que o candidato está com o poder de escolha cada vez maior e se torna mais exigente. Vivemos numa era transparente e as pessoas simplesmente não aceitam mais ser enganadas ou ter seu tempo desperdiçado. Caso isso aconteça, agora possuem redes sociais suficientes para expressarem sua opinião.

O candidato virou cliente e a sua vaga virou um produto. Portanto, vale a pena dar atenção especial para todos os candidatos que passam por entrevista ou têm vontade de trabalhar para você. Senão, quando a sua empresa precisar, pode ouvir um “não sou eu, é você”.

Por Gustavo Café - especialista em Employer Branding na VAGAS.

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