1 de mar de 2013

Pesquisa coloca Brasil no topo dos custos para empregadores


O Brasil lidera um novo ranking apontado por uma pesquisa internacional recente da UHY, rede de auditorias e contabilidade representada no Brasil pela UHY Moreira-Auditores. O estudo avaliou a carga imposta aos empregadores sobre cada funcionário e concluiu que as empresas que atuam no País têm os maiores custos de seguro social e demais impostos sobre os seus empregados.

Profissionais da área tributária da UHY levantaram os dados de 25 países, incluindo todos os membros do G7 e as economias emergentes BRICS. Foi calculado o valor dos pagamentos, além dos salários, que uma empresa tem que realizar tais como contribuições sociais.

A pesquisa mostra que o empregador médio no Brasil paga, por exemplo, US$ 17,267 adicionais sobre salários de US$ 30,000 (57,6% do valor bruto), incluindo todos os custos empregatícios mandatórios, como coberturas de saúde e provisões de pensões. Essa é a maior carga tributária trabalhista em comparação com a média global: US$ 6,757 sobre US$ 30,000, o que corresponde a 22,5% dos salários brutos.

“Em países com posições financeiras precárias e problemas de desemprego, esses custos desestimulam a geração de empregos”, afirma Diego Moreira, diretor técnico da UHY Moreira-Auditores e membro do board da rede.

Para ele, a redução de custos extras sobre os salários estimularia a criação de novas empresas e, consequentemente, de novas vagas. “Um fator positivo nesse sentido seria o Brasil manter um teto para os custos do seguro social. É preciso rever com urgência a estruturação da seguridade social, colocada em prática décadas atrás. Alguns especialistas argumentam que o aumento dos custos para os empregadores ocorreu em função disso”, acrescenta .

Em contrapartida, os países com os custos trabalhistas mais baixos são os EUA, Dinamarca, Índia e Canadá. Os empregadores médios do G7 têm que pagar US$ 7,263 (24,2%) adicionais sobre um salário bruto de US$ 30,000; e de US$ 61,063 (20,4%) adicionais sobre salários de US$ 300,000. Para os empregadores médios nos países BRIC os custos respectivos de emprego são US$ 8,488 (28,3%) e US$ 56,565 (18,9%).

Fonte: ABRH-Nacional 

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